Desde 1995, quando a ONU aprovou o Ano Internacional da Tolerância na famosa Declaração de Paris, pela decisão 51/95 da UNESCO se determinou a data do 16 de novembro para destacar a importância deste valor. A finalidade desta comemoração visava em primeiro lugar o respeito à diversidade das culturas, evitando etnocentrismo e ideologias imperialistas, defender a dignidade da pessoa e os direitos fundamentais de liberdade de consciência, expressão e pensamento, juntamente com a liberdade religiosa e de crença.
Nos dias atuais, marcados pelo pensamento único, o ódio e violência contra os considerados inimigos já seja pela divergência ou a simples diferença, torna-se urgente para edificar uma verdadeira cultura da paz, resgatar a tolerância como o primeiro passo para uma coexistência cordial e compreensiva. O Papa Francisco tem insistido muito na proximidade e na escuta, pois na medida em que abrimos o nosso coração e nos dispomos a acolher o outro na sua identidade e alteridade, vai encontrar um ser humano que vai nos completar, ampliando certamente nossas vivências, saberes e olhares.
Ser tolerantes não significa aceitar tudo, compactuar com a opressão ou negação de direitos, mas dar uma chance ao diálogo, ao encontro interpessoal e a compreensão que somos uma só família, que é muito mais o que nos une do que nos separa, é porque somos filhos do mesmo Pai e por tanto irmãos e irmãs.
Não nos deixemos sufocar pela armadilha do preconceito, da mesquinhez, da raiva ou da ira homicida. Sejamos guardiões da terra e construtores da paz, cuidadores e consoladores uns dos outros, pois só sobreviveremos juntos, na ternura e amabilidade que Jesus Nosso Salvador e Irmão de todas as pessoas e criaturas da nossa Casa Comum. Deus seja louvado!